Matando 10 leões por dia

Eram 7h05 da manhã e já havia matado cinco leões no dia. Havia dormido cindo horas e meia na noite anterior. Estava a 10 minutos de iniciar a ministrar uma aula prática do Método DeRose na melhor empresa para se trabalhar (segundo a Revista Exame). Me sentia bastante desperto e animado. E o dia ainda iria render até às 23h quando termino as atividades e posso me recolher novamente para mais 5 horas de sono.

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“Matar um leão” no vulgo popular é realizar e finalizar uma tarefa importante.

Não quero me gabar. Irei apenas comparar…

Conheço gente que dorme das 23h às 9h quase todos os dias. São 10 horas de sono. Essas pessoas levantam, comem, vão trabalhar, voltam cansadas e desanimadas, querem no fim do dia só chegar em casa, comer, deitar e dormir outra vez. Será que essa pessoa pelo menos “matou um leão” durante o dia?

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Por quê essa diferença de energia, vitalidade e disposição? Esta última, ao contrário da primeira, está jogando energia fora a todo que é direito ou não está se energizando. Fato.

E você, em qual situação está? Existem várias posições intermediárias entre os exemplos reais acima. “Entre o oito e o oitenta há muito espaço”.

O pior do exemplo de baixo rendimento exposto é quando se caracteriza um ciclo vicioso. A pessoa se deixa levar por aquela rotina maldita e não se energiza. Fica mais cansada até para fazer algo que a energize e fica menos energizada ainda. É uma espiral decadente.

E como tornar qualquer espiral em uma ascedente? Ou mais ascedente do que já é? Não disperdiçando energia e energizando-se. Óbvio não é? Basta uma dose de vontade e autosuperação no início até inverter a espiral.

Algumas coisas que gastam energia: trabalhar com o que não gosta, stress, instabilidade emocional, dormir mal, cuidar de muitas atividades (mais do que sua energia pessoal atual dá conta), falta de lazer, alimentar-se de coisas pesadas como carnes, gordura, açúcar e álcool por exemplo.

Coisas que incrementam sua energia: trabalhar com o que gosta, fazer atividades desportivas ou outras que movam seu corpo e lhe sejam agradáveis, ter um tempo sagrado para fazer algo de que você gosta muito, outro tempo sagrado para estar com os amigos, ter uma alimentação saborosa e saudável, e praticar o Método DeRose.

Este último atua intensamente no incremento da bioenergia, da vitalidade e da disposição.

Recomendo um profundo autoestudo sobre sua situação no presente. Projete seu futuro e confirme se está no caminho desejado. E mude o que precisar sem mais delongas!

Método DeRose, carros e trânsito

Em véspera de viagem pensei cá com meus botões. Essa analogia se encaixa perfeitamente.

“Seu carro” é um 1.0 com 50 cavalos. Ele anda tranquilamente na estrada a 120 km/h. Se começar a passar disso fica instável, quem sabe até perigoso dependendo do modelo, ano etc.

Imagine agora, trocar “seu carro” para um 1.6 com 80 cv. E depois por um 2.0 de 150 cv. Hum… agora você pode pegar a mesma via (e se fosse permitido) andar a 160 km/h sem problema. Um incremento de 30% na sua velocidade!

E se fosse um Volvo (de fabricante sueca, um dos mais seguros do mundo)? Ou um Porsche (alemão com 500 cavalos)?

Mas nada adianta dirigir um Porsche na Rod. dos Imigrantes na véspera de feriado. Não usa 5% da potência do motor devido ao trânsito surreal que se forma. Ainda assim, é melhor do que ter um calhambeque que esquentaria com a troca de marchas incessante - ponto morto, engata a primeira, ponto morto, engata a primeira – e te deixaria a pé para descer a serra. Mas o ideal seria ter a estrada livre certo?

Enfim, o carro e a estrada representam seu corpo em algumas dimensões: física, energética, emocional e mental. Com as técnicas e conceitos do Método que ensinamos, temos o objetivo de deixar o praticante com um Porsche na mão. Se não for possível um Porsche que seja ao menos um 2.0. E também deixar a estrada livre.

Quantos caminhos não teriam de ser alterados até se encontrar a estrada ideal? Quantos comportamentos não precisariam ser mudados para não pegar o trânsito da hora do rush? Quanto precisaria ser investido para ter o automóvel certo?

Qual automóvel você quer possuir? Quer deixá-lo na garagem? Quer viajar no mesmo horário da “manada”? Qual estrada você quer pegar? Onde você quer chegar?

Como é trabalhar com o Método DeRose

Lembra-se quando tínhamos 17, 18 anos? Estávamos prestes a prestar vestibular para entrar em alguma faculdade. Mas não tínhamos total certeza do que queríamos (90% dos vestibulandos).

Nessa época, o colégio arrumava um dia para diversos ex-alunos irem até a escola falar sobre sua profissão para os indecisos.

E no Nosso Método? Quem irá no colégio dos filhos falar sobre essa maravilhosa profissão? Não sei, mas eu conto um pouco aqui…

Como é a rotina, o dia a dia, e o que faz um profissional do Método DeRose?

Saiba, desde já, que não ministramos apenas aulas de reeducação respiratória, técnicas orgânicas, descontração emocional e concentração mental. Fazemos muito mais. Aliás, há intrutores que não ministram aulas mas cuidam de outras coisas.

Darei meu exemplo para ficar claro.

Ministro 15,5 horas de aula por semana. Cuido da pedagogia do Nosso Espaço Cultural (outros cuidam do marketing, do financeiro, de vendas, etc.).

Uma das princiapis atividades extra-classe é o acompanhamento dos discípulos no seu desenvolvimento pessoal. E isso, incluí não somente o desenvolvimento muscular e de flexibilidade das técnicas corporais, mas também a evolução multi-lateral que o Método proporciona ao praticante. E sempre com a intenção de direcionar o Método para que o aluno conquiste seus objetivos e metas pessoais.

Dentre outras responsabilidades, estão a organização de aulas não-regulares, comunicação com os alunos, gestão das redes virtuais, manter o clima carinhoso e acolhedor característico de nossas escolas, organizar eventos diversos dentro e fora do nosso espaço, a agenda mensal de atividades, proporcionar ferramentas de ensino aos instrutores e acompanhar o desenvolvimento profissional de cada instrutor.

Fora as atividades dentro da escola, para a escola, há outras atividades como participação/organização de eventos da rede, demonstração de técnicas para o público externo, divulgação da escola e do Método (meu pé no marketing), etc etc.

Por exemplo: sábado passado ministrei a aula aberta no Parque Ibirapuera às 9h da manhã. Em seguida às 10h30 ministrei aula na escola para a turma de sábado a qual sou o responsável. Fui em seguida para o Parque Villa-Lobos fazer demonstração de coreografia dentro do projeto “Esculturas em movimento” em parceria com a Governo do Estado. Às 15h saí de lá e fui para Nossa Escola organizar a Festa de Confraternização. Que por sua vez começou às 19h e se estendeu até às 3h30. Na festa, era o responsável pela organização geral. Cada intrutor também tinha a sua responsabilidade individual. Também demonstrei coreografia na ocasião. Domingo, mais uma apresentação em outro parque do Estado de São Paulo. Às 17h, volto para a escola para organizá-la pois haviam dedetizado pela manhã e precisava de uma bela arrumação. Mais tarde fui para um evento familiar. Na segunda-feira, fiz um bate e volta maluco para Itamambuca ver a casa que passaremos o réveillon e verificar os últimos detalhes. 7 horas dentro do carro escolhendo músicas para usar nas aulas, tendo insights, escrevendo, gravando e planejando 2012. E por assim vai…

Enquanto isso rolava, outras coisas pela rede e pela cidade aconteciam. Alguns intrutores estavam em empresas ministrando aulas, palestras ou cursos. Outros estavam fazendo os cursos, organizando outros eventos, demonstrações, fechando negócios, elaborando produtos que podem ser vendidos para toda a rede de escolas credenciadas, melhorando os processos e o profissionalismo de suas ecolas, escrevendo livros, instruindo pessoas, etc.

E isso é o tempo todo. De segunda a segunda. Uma rotina fixa de aulas em conjunto com uma rotina dinâmica de atividades fora da sala de aula.

E ainda preciso aliar a minha própria prática regular e o estudo constante que Nossa Filosofia requer.

Quem não gosta de mesmice, gosta muito da nossa profissão.

Espero que tenha dado uma idéia. Mas ainda tem muito mais.

Matéria na Revista Shape

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CategoriasMétodo DeRose

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Enviado por Felipe Martins no Blog do DeRose.

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